Nem sempre o inquilino concorda com o resultado da vistoria final — e isso é mais comum do que parece. Quando surgem cobranças consideradas injustas, surge a dúvida: o que fazer nessa situação?
A primeira coisa a entender é que a vistoria não é uma decisão unilateral do proprietário. O inquilino tem direito de contestar os pontos com os quais não concorda.
Se houver divergência, o ideal é registrar formalmente sua discordância. Isso pode ser feito por e-mail ou até mesmo no próprio laudo de vistoria. Fotos e vídeos são fundamentais nesse momento.
Esse tipo de conflito muitas vezes está ligado à tentativa de retenção da caução. Para entender melhor esse cenário, veja o post “O que fazer quando o proprietário demora para fazer a vistoria final e devolver a caução?”, que explica como agir nesses casos.
Além disso, é importante avaliar se as cobranças fazem sentido. Muitos itens apontados na vistoria envolvem desgaste natural, o que não pode ser exigido do inquilino. Esse ponto é aprofundado no post “Posso me recusar a fazer reparos cobrados na vistoria final do imóvel?”.

Outro cuidado essencial é não permitir que a discordância na vistoria gere cobranças indevidas de aluguel. Se você já devolveu o imóvel, veja também “Preciso pagar aluguel depois de entregar as chaves?” para entender seus direitos.
Se não houver acordo, o conflito pode ser resolvido judicialmente, onde será analisado o estado do imóvel, o contrato e as provas apresentadas.
Discordar da vistoria é um direito do inquilino. O mais importante é não agir no impulso: documente, conteste formalmente e busque seus direitos caso haja abuso.
Se você discordou da vistoria final e mesmo assim sofreu cobranças injustas ou retenção indevida de valores, é importante não deixar isso passar em silêncio.
No Morei Aqui, você pode denunciar o que aconteceu, indicar o imóvel e relatar todos os detalhes do conflito.
Sua denúncia pode evitar que outras pessoas enfrentem o mesmo problema.
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